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23 de jun de 2007

O Melhor Filme


Creio ser difícil para qualquer cinéfilo escolher um filme preferido. Não chego a ser um, talvez por isso eu tenha um super preferido. Existe aquela seleção dos dez mais, ou vinte. Mas se for sacar dessa seleção apenas um , sem dúvida, tenho. Sua trilha é especial. Talvez por conseguir identificar qual a época que entrou na minha vida. Seu elenco é sensacional, na época ainda jovens atores. As interpretações, perfeitas.

Foi vencedor do Oscar de Melhor Filme, Melhor Direção e Melhor Roteiro. Os atores foram indicados. ´´Apenas`` essas indicações. Hoje em dia não se pode levar tão à sério as indicações. Em décadas passadas, podia-se. No fim da década de 60, os EUA passavam por uma situação degradante, crises internas, com movimentos por direitos civis e, externo, com a ´´sem volta´´´Guerra do Vietnã. Os filmes da época cumprem o papel de mostrar esse clima de desalento da sociedade.

´´Midnight Cowboy´´ (no Brasil, ´´Perdidos na Noite``), conta a estória de Joe Buck (John Voight), um simples e sonhador jovem morador do Texas. Numa de suas ´´viagens`` decide deixar sua pacata e sem graça vida, e ir para Nova York, mais sonhada e centro dos acontecimentos que hoje em dia, tentar ganhar a vida como garoto de programas. Imagina que apenas a belas e ricas mulheres entrarão no seu caminho. Por ser bastante ingenuo é enganado com facilidade. Não é muito feliz nos encontros, algumas vezes cômico, apesar de ser um drama. Numa noite infeliz, encontra Rizzo Ratso (Dustin Hoffman), um aleijado que sobrevive de golpes e furtos. Pra variar, é enganado por ele, mas depois os dois se reencontram e com todo a tristeza de suas vidas acontece uma forte amizade. Seguindo essa trilha, tem um desfecho magnífico.

Para quem ainda não encontrou o melhor filme de sua vida, vale assistir.


No Gramophone : ´´Everybody Talkin``, Harry Nilsson


Escrito por Sergio Nasto,
às 07:41


16 de jun de 2007


Mais Que Uma Bela Canção

Ela voltou
Destinada à minha vida
Seguir com palavras correntes
Como água de algum rio
Como ventos de montanha
Como a palavra ´´em frente``

Ela voltou
Com sonho certo
E acorda todos os dias
Imaginando se pode acreditar
Na tempestade em copo d`água
Que algo lhe fez
Se fortalece com lágrimas
As mesmas de águas que correm
Ainda sem direção

Ela voltou
Mesmo não acreditando em destino
Quer que se cumpra o sorriso
Ela acredita em calmaria
Ela acredita em simplicidade
Ela acredita no amor
Que a modernidade maior
Lhe presenteou


No Gramophone: ´Velas Içadas`, Ivan Lins.


Escrito por Sergio Nasto,
às 06:36


12 de jun de 2007

Namorar


Transbordam de amor
Ele a pede em casamento
Ela não sabe se é o momento
Mas quer casar
O Pai concorda sisudo
A mãe é só desconfiança
Alias, todos da pequena cidade
Pagam para ver o acontecimento
E lá se vai o tempo
Sem Crença
Andando em estações

Transborda de vida o casal
A beleza é tão bela sem nenhum mal
É como uma pequena fantasia
No jeito tão livre de acariciar
Os corações
Que de tão apaixonados
Resolveram não casar
Não morar
Apenas namorar

A cidade aceita
O pai se alegra
A mãe é mais felididade
O mundo vive em paz
Mostram como se faz
Como o amor muda
O que se pode mudar

Esse post foi por indicação da ...
Elisabete Cunha ( http://www.elisabetecunha.wordpress.com/ )...

No Gramophone :´´ Eduardo e Monica´´, Legião Urbana


Escrito por Sergio Nasto,
às 06:20


9 de jun de 2007

A Fila


Quem gosta de filas? Creio que não existe um ser, com uma mente sã, que se acuse. Até mesmo para prazeres da vida, como comer em um self-service, ir ao cinema, pegar um dinheiro no caixa eletrônico. O que irrita numa fila? . Desde a pessoa que não sabe escolher o prato, até o sistema lento de um banco, passamos por minutos de experiências.

Essa semana presenciei uma situação curiosa. Eu estava irritado numa fila do banco 24 horas dentro de um supermercado. Estava lotado. Todas os caixas eletronicos estavam com filas medias à grandes. A fila da loteria que fica ao lado, passava por trás de todas as filas. Um tumulto de tirar do sério até o Buda.

Não demorou para ter confusão. Um rapaz apenas para entregar um documento, foi direto ao guichê. Por alguns segundos, conversou com a atendente. Um homem que esperava na fila resolveu reclamar, e pelos ´´direitos dele``, ameaçou a agredir o rapaz. A confusão triplicou. Todos queriam ver a briga. Nenhum segurança apareceu.

O rapaz saiu. Percebi que ele ficou esperando no estacionamento, querendo, talvez, ajustar contas. Uma senhora que conversava comigo, muito nervosa, pediu para que eu falasse com ele. Não deixasse a briga continuar. Como detesto filas, e aquela do banco já tinha passado dos meus limites, resolvi atendê-la. Então, que soube da verdadeira história, que relatei a vocês.

Conversamos dois minutos. Ele queria tomar satisfações. O homem saiu e ele foi ao encontro. Eu continuei conversando e pedindo para esquecerem a desavença, conversei com o outro, os ânimos foram se acalmando. O homem chegou a ir no porta-luvas do carro, como se fosse pegar uma arma. Enquanto ele procurava algo, lhe perguntei: ´´ Amigo, você tem família? Tem filhos?``. Respondeu que sim, o outro, respondeu, tambem.

Continuamos a conversa. Tentei mostrar para eles que a vida é como uma fila. Caminhamos para a morte, para o atendimento.E poderia ali, no estacionamento, um deles ser atendido. Pagaria todas as contas, acertaria tudo, e não chegaria em casa. Poderia acontecer, de dois ou três guichês da morte, serem atendidos ao mesmo tempo. Pedi para que não levassem o rancor adiante e chegassem bem em casa. Que não furassem a fila.

Abri a porta de seu carro, convidei-o a entrar. Ele seguiu. A fila da vida continuou normalmente.


No Gramophone: ´´With Or Without You´´, U2


Escrito por Sergio Nasto,
às 07:45


4 de jun de 2007

Esse post faz parte da Blogagem Coletiva, Um Planeta Limpo, idealizada pelo Lino.



Um Planeta Limpo


O filme novo que tanto se esperava entrou em cartaz. Todos vamos ao cinema. Uma nova marca de alimentos surgiu. Todos vamos experimentar o novo tempero. Um novo modelo de calçado foi lançado. Todos vamos usar e verificar a maciez e leveza ao andar. Um perfume novo apareceu mais atrativo. Todos vamos aprovar a fragancia. Um novo som invade as rádios. Todos vamos criticar, se é bom ou ruim. Todos os nossos sentidos são postos à prova, no dia-a-dia.

Ao se fazer tanta propaganda sobre a salvação do Planeta é normal que se faça alguma coisa a favor do nosso ambiente. Se corremos e cumprimos todos os rituais para nosso bem estar, porque não fazer o mesmo com a Terra?. Ela não faz parte de nossa vida? Ela não é atrativa o suficiente? Não cheira bem? Não tem bom som? Não tem belas paisagens?. Então, a propaganda não está sendo bem feita. Se estivesse, todos estariam cumprindo. Ou não se acredita no produto vendido. Quer dizer, não se acredita que o Planeta Terra esteja cansado. Imaginam que seja como um excelente produto que não se desgasta fácil, ou como vinho, quanto mais velho , melhor.

O que ocorre é que nós, pessoas, seres humanos, nos desgastamos. E, se não fizermos o mínimo, o máximo que teremos não será o suficiente para que possamos simplesmente respirar. Fácil, não é? Logo, andaremos de máscaras. Será que a indústria produzirá máscaras comestíveis, para depois do uso?. Será que fará máscaras cheirosas, para nosso corpo?. Será que nos proporcionará prazer a caótica população marcarada?.

Não seremos perfeitos, mas faremos coisas perfeitas, se quisermos, e pensarmos que nossa Terra está precisando que usemos todos nossos sentidos para ajudá-la. É triste imaginar que se não limparmos o Planeta, ele o fará com recursos próprios, e todo o lixo será exterminado. Nós!

Assim, fácil, como um vulcão em erupção.Pena que não estaremos aqui para o espetáculo. Será belo e bem feito.


No Gramophone : ´´The Great Gig In The Sky``, Pink Floyd.


Escrito por Sergio Nasto,
às 23:10


2 de jun de 2007


Além de muito longe

As palavras trocam o que os olhos dizem
ou teimam em perceber...
As teclas falam de carinho o tempo inteiro
mas calam nas respostas que você
não quer mais ler
Minhas respostas são verdades
E tenho que mentir não respondendo
Como você

Não há como negar o início
Mesmo que o término
Seja apenas um pedido seu
O término de tempo possível
Para viver o que pensamos

vai além de muito mais do que queremos

Ofereço anos a fio
Como é pedido e desejo
Para isso fico por outro fio
Tentando falar com você.
Desligo o que depois transforma-se
Em espelho de saudade

em carne e osso
Um ser humano talvez

No fundo, isso por enquanto basta
Não me importa o tempo de esperar
Sei que além de muito mais que certo
Inteiramente escrito e quisto
Que além de muito longe
Vou estar com você

No Gramophone : ´´Thinking About You´´, Norah Jones


Escrito por Sergio Nasto,
às 10:37


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