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24 de jun de 2006

Um Amigo Melhor


...E, quando foram apresentados, já eram conhecidos, mas não se falavam. O motivo era uma briga de cachorros. Certo dia, a mãe dele pediu para levar o Doberman para passear. Quando se distraiu conversando com amigos, o dócil cachorro estava ´´namorando``, um Poodle. A dona, é claro, não gostou, e gritou para que tirasse ´´aquele nojento`` de cima de sua cadela, ´´ que ela não era qualquer uma``. Foi assim que a raiva por uma adolescente magra e antipática começou, e se tornaram ´´conhecidos``.

Quatro anos depois, sua família mudaria de endereço, e ele nada entendeu quando da mudança dos móveis, aquela garota, agora não tão garota assim, estava na sua casa. Agora riram num ´´ eu te conheço!!``. Eram Cláudios, e se tornaram vizinhos de porta e varanda, namoraram e casaram. Amavam e levaram dois Dobermans e dois ´´Vira-latas``.Não os chamavam por ´´esse nome``, e sim, carinhosamente ´´No Home``. Moraram em cinco cidades e sempre levando os ´´filhos``.

Vieram os primeiros filhos, e os cachorros já não tinham tanto atenção, ele já não queria os cachorros dentro de casa, dividindo o tapete com o bebê. Mas, um casal de amigos de mudança para a Europa, não tendo como levar seu Teckel, e sabendo do amor que os amigos tinham por caninos, perguntou se não queriam ficar com ele. Os olhos tristes do cachorro fez com que houvesse uma paixão instantânea. E lá se foi mais um para casa. Esse teve permissão para ficar dentro de casa, pois morava em apartamento, o que de início causou uma ciumeira nos outros.

Com o passar do tempo o Basset Alemão só passou a fazer as coisas se a dona mandasse. O dono não existia para ele. Chegava do trabalho e lá estava o pequeno cão dormindo no tapete, justo em frente do lado que ele mais gostava de sentar. As vezes se irritava porque ele ía para a calçada do quintal, atiçar a raiva dos outros, e o latido começava, muitas vezes na hora do seu jornal na tv. Chegou a imaginar que o cachorro não ía com sua cara.

Certo dia a certeza veio. De saída com sua mulher, Claúdia, ele resolveu voltar, e vendo o cachorro dentro de casa, com um dos seus tênis na boca, imediatamente o pôs para fora. Como ele era quieto, apesar de abusado, não pensou que fizesse algo, a não ser dormir à sombra de uma mangueira na varanda do quintal. Mas, para sua surpresa, quando chegaram, sua mulher foi recolher a roupa do varal e sentiu falta de uma peça. Como num ato de vingança o cachorro rasgou e sujou uma única peça roupa à secar : sua camisa.

Hoje em dia são super amigos, e Cláudio acha certo aquele ditado :
´´ Se não puder com o inimigo, alie-se à ele.``

Dachshund ( Basset Alemão ou Teckel)

Perfil comportamental : bastante inteligente e observador. Por isso percebe muito bem as coisas que estão a sua volta, inclusive o estado emocional dos donos. Com boa índole, mas com forte instinto de caça, o que faz com que invistam contra outras espécies com facilidade.


No Gramophone : ´´ Sentado à Beira do Caminho `´, Erasmo Carlos e Nara Leão

Boas Vindas à Jadna, Thaís e Dazinha , além do bom retorno à Morgana e Cris.

O que vejo na Copa :
Nossa seleção melhorou mas não é o ideal jogar daquela maneira com equipes mais fortes que o Japão, como é o caso de Gana.
A Alemanha está se portanto como finalista...quem será o outro?
Ví uma Argentina se classificar mas sem jogar tanto como falaram.
Assisti uma Inglaterra com apenas um jogador: David Beckham.
E, me surpreendi com um Portugal aguerrido.
Testemunhei uma Itália sem brilho.
Encarei a Ucrania como esforçada.
Percebi uma França desorientada.
E um Brasil se ajustando para uma final.


Escrito por Sergio Nasto,
às 17:48


17 de jun de 2006

Às de Copas


Começa o que tanto se esperava
Um simples toque e todos se movimentam.
O império das cores, a fúria dos deuses.
No mais verde campo de batalha.

Eu não briguei para nada, nem por nada.
Mas, quero vitória, quero vencer.
Não importa quantos invernos chorei
Nessa estação sonho em sorrir.

Então, troquem seus mantos sagrados.

Terminou todo o sofrimento
E, sem banho de sangue, ou ferimento.
Para um, interminável alegria.
Para outro, reverenciada magia.

Eu não briguei por nada, nem para nada.
Mas, veio a derrota, queria morrer.
Não importa quantos invernos sorri
Nessa estação sonhei, mas chorei.

Então, levem meus gritos sagrados.
Para outros verdes campos.
Para outras estações invernais.
Para outras batalhas.


No Gramophone: ´´Sinceramente `´ , Cachorro Grande.

Boas Vindas à Tina e Sônia

Aproveitem a torcida da Copa do Mundo e votem no nosso amigo Fernando (www.fernandoliveira.blogspot.com/) lá no www.blogueiros.com

O que vejo na Copa:

Qual time jogou ontem contra a Argentina? Eu não vi nenhum. A Sérvia- Montenegro simplesmente deixou a Argentina fazer o que bem quisesse e entendesse. Todos os gols foram doados. Não tentaram impedir, não fizeram faltas, ação normal naquele caso.
O estranho é que nenhum comentarista falou sobre o estado apático da Sérvia-Montenegrina. Será que ninguém percebeu os jogadores argentinos mais á vontade que em sua própria casa?
Não quero lembrar o filme que vi, em 1978, quando pelo mesmo placar venceram o Peru. Quero entender que a condição política a que foi levada a Sérvia-Montenegro antes da Copa do Mundo impediu um esforço maior de quem chegou com força de finalista.


Escrito por Sergio Nasto,
às 10:08


10 de jun de 2006

Medo de Acertar


...E, da Copa de 70, vagamente lembro da comemoração nas ruas do Rio, e até falei num post do ano passado, que foi o dia em que passei a torcer pelo Fluminense, quando meu vizinho desfraldou duas enormes bandeiras do meu atual time do coração. Foi amor à primeira vista. É claro não entendia o que tanto comemoravam, qual era a importância do acontecimento. Mais adiante, comecei a entender toda a empolgação, e como meus primos mais velhos ficava na frente da tv.

Já morando em Maceió, naquela tarde chuvosa de junho de 1974 vimos a seleção Brasileira despejar seis gols na fraca seleção do Zaire. Depois o Brasil passaria por algumas seleções, e cairia aos pés da Laranja Mecânica, ou seja, a Máquina espremeu o Brasil como uma laranja, e tomou o suco indo á final com a Alemanha. Isso é o máximo que lembro daquela Copa. Mas ali já gostava de futebol, já vivia na rua, e tomava os apertos de minha mãe pela teimosia. Minha vida era uma bola.

Depois da Copa de 1974, cresci jogando botão, e quando não tinha time suficiente para um campeonato, armava gols pequenos e eram quatro contra quatro. Colecionava revistas Placar, e confeccionava meus próprios botões. Os times eram o Fluminense, e o Santa Cruz, colava o rosto do jogador e os números. Eram completos, brilhosos, guardados numa flanela, costurada cuidadosamente como estojo, espaços para guardar os craques. Nós, juntos com os craques, voltamos a morar no Rio, em 1976.

Da Copa da Argentina em 1978 e Espanha em 1982, minha vida deu um giro de 180 graus. Na era Paolo Rossi, eu já morava em Olinda, e chorei ao ver aquela seleção sair cabisbaixa, não acreditando na volta tão cedo pra casa. Ninguém acreditou. De todas, aquela foi a que mais marcou. Como Deus permitiu, sendo brasileiro, que o time tão fantástico fosse derrotado por um desconhecido jogador? E ainda mais com três gols?. Minha adolescência acabou ali.

Outro giro de 180 graus e as Copas de 1986, 1990, 1994, 1998 já eram o suficiente para eu me tornar um Brasiliense. a capital federal era minha atual morada. A Copa do México, não foi tão decepcionante assim. Era a fase das festas, dos porres, tudo era alegria,nas tardes de Brasilia, e não me importei tanto com o pênalti perdido por Zico contra a França. Ela tinha um bom time. Foram as Copas das mudanças. Dessas vieram um casamento, filhos e separação. Desses times, o pior foi a de 1990, nunca fomos tão amigos dos Argentinos. No torneio de 1994 culminou com minha separação no dia da final, e de malas prontas para voltar ao Rio, vi o escândalo de 1998.

Em 2002 já estava morando em Maceió, como estou até agora, mas já não fico encantado como em 1970, ou empolgado como em 1974. Desde 1978 que vejo o Brasil como a seleção Coringa, que pode ser trocada, mudada, e de acordo com os resultados pode ser batida mesmo antes dos jogos acontecerem. Fomos os favoritos e mais visados em todas as Copas e sempre seremos. Fomos campeões em campos neutros. Nos países de tradição não conseguimos chegar às finais, e se chegamos não levamos.

Em 1974, deixamos para a opaca Alemanha, e quem fazia jus era a Holanda. Em 1978, a Argentina não deixou que disputássemos à final. Fomos os ´´Campeões Morais``. Em 1982, num campo da Europa, chegou a Itália. Em 1986 , no México, levou a Argentina, era campo neutro e o Brasil já havia sido campeão lá. Em 1990, Itália, terreno europeu deu Alemanha. Teria que ter outro Tri na história para competir com o Brasil. Em 1994, nos EUA, novamente campo neutro, o Brasil poderia ser campeão, a competição estava aberta. Chegou 1998, e a França tinha que ser campeã em casa. Nunca fora, o futebol francês havia crescido muito, mas precisava deslanchar. E foi o que aconteceu. Na Copa Coréia-Japão, o Brasil tinha o dever de mostrar ao Oriente como se jogava futebol. Foi campeão, mais uma vez em campo neutro, e deu certo.

Vocês vão perguntar: E a Copa de 1950 ?. O Brasil perdeu em casa. Sim, n realidade pode ter trocado por duas em campos neutros, uma na Europa, Suécia, e outro, na América, Chile. Assim, foi em 1966. Abrimos mão, Pelé foi caçado em campo, para otriunfo da Inglaterra.Agora, em 2006, a Alemanha forte como sempre, e mesmo sem ter um grande time como na maioria das vezes, provavelmente será a campeã. Ao Brasil caberá o papel de coadjuvante, e deverá chegar às quartas ou à semi-final. Para o futebol, um negócio cada vez mais rentável, é bom que o Brasil seja campeão aqui, talvez em 2014, ou na África. O Brasil não tem medo, mas eu tenho. Estou com o medo de acertar.



No Gramophone :´´ Vai Passar ``, Chico Buarque.


Boas Vindas à Alessandra

Amigos,
Estou com problemas no meu pc, desde ontem que não consigo ficar dez minutos contínuos com ele no ar. Mas os visitarei assim que ele me ajudar.

Beijos e abraços


Escrito por Sergio Nasto,
às 07:46


3 de jun de 2006

Paisagem



Daquela imagem não me resta um soluço
Já não penso em todas as formas possíveis
De caminhar até a varanda e olhar
O rascunho de mensagem que ela deixou
No muro que separa nossos mundos

Um dos passos que dei
Foi em falso, e as palavras,
Não foram as melhores
Assim, como os percalços
Não foram os piores.

Hoje, quando passo o olhar
E de varanda a varanda não te encontro
Culpo a árvore que cresceu demais
Como minha ânsia, como a juventude de antes
Como minha fome de você

Não quero esquecer o binóculo
Atrás do sofá e os joelhos no chão
Muito menos fechar a cortina.
Sei que perdi algo no tempo
Como um destino descalço.


No Gramophone : ´´Canzone Per Te `´, Zizi Possi


Boas Vindas à Sara Caroline e Grace Olsson


Escrito por Sergio Nasto,
às 10:56


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