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14 de jul. de 2005
Uma Determinada Lição
...E, ali sentado, tomando uma água-de-côco, parei de falar, e enquanto saboreava o fraco sol e o descanso, percebi o quanto ela confundiu o que falei um dia antes. Tudo bem, a convidei pra sair, conversamos até tarde naquele barzinho, o som tava ótimo, o papo bom, mas aquilo era apenas a primeira vez que saíamos, não queria dizer absolutamente nada. Às vezes o bom modo de tratar uma pessoa, faz com que ache que pode criticar seu modo de agir, ou o que você fez no passado. Conversei com ela apenas duas vezes anteriores, mas garanto nada demais, sem muita coisa pra trocar. E aceitei o convite para continuarmos o papo, com a condição de escolher o lugar. Se tivesse deixado com ela, provavelmente mais uma vez não acabaria o papo. Acho que quase todo mundo já passou por uma situação dessas. Certas pessoas têm tendência à não reparar com cuidado o que você quer dizer, da boa educação, e da boa maneira de aconselhar. Isso pode acontecer de diversas maneiras. Tanto na confusão de sentimentos, quanto na maneira que, dessa forma você concorda com que ela critique seu modo de agir, e ainda mais quando a pessoa não tem experiência para criticar e não poder, por eu achar que é falta de educação. Eu, por exemplo, só converso sobre determinado assunto se o interessado me falar, ou pedir minha opinião, do contrário, sequer comento. Na realidade, nos sentimos meio que invadidos, como se a corrente do limite máximo da nossa casa fosse arrancada, sem nossa permissão. Sou uma pessoa que conversa com quem quer que seja, e os meus quase 41 anos me dizem muito. Não sou ´´O Dono do Mundo``, mas trilhei caminhos tortuosos e cargas pesadas, para que pudesse aprender que há caminhos limpos e muito descanso embaixo das letras que eu próprio escrevi. Ter um bom diálogo, conversar abertamente com as pessoas tem um certo grau de gravidade, ou perigo. O problema é que um determinado grupo está acostumado a descarregar problemas, e todos os seus dissabores para outras pessoas. Tentei falar pra ela que deveria ter uma nova visão de sua própria vida, e não a de seus pais e irmãos. E, mais uma vez parecia que não terminaríamos aquele assunto. Depois de uma certa hora, ela me perguntou como via meu futuro, e lhe falei que seria o melhor possível. E seus filhos? Eles serão donos de suas vidas, falei. Por enquanto, são de minha responsabilidade, mas vida seguirá com seus desafios, e eles, lutadores. Isso se aprende cedo. Chego a entender o lado dela, pelo modo como foi criada, e não ter um bom campo de visão. Tem até um bom nível de estudo, mas não terminou a faculdade. O fato de não ter arranjado um bom casamento, faz com que ache que eu estaria solitário, e se admira por eu, por enquanto, não pensar em casar novamente. Isso não é assim, achar que porque já foi casado, é mais fácil encontrar outra pessoa, é mais fácil lidar com o dia-a-dia, pensar assim é um erro, e eles não podem ser cometidos diversas vezes. Isso é uma lição que aprendemos para a vida inteira. Não fujo de relacionamentos, coisa que ela admitiu, ter feito a vida inteira. Não acreditou em si, não acreditou em alguém, e como ela falou, que quase noivou, mas não falou o motivo e também, não perguntei. Temos motivos para levar a vida que queremos ou a que podemos sempre procurando aprender algo de mais interessante. Ela não sabe muito, mas não tem culpa, seus pais tomaram seus olhos para si por muito tempo. Hoje ela vê o abismo a sua frente, e não pode dar um passo adiante. Não posso me chatear por isso, ela não entende de limites. No final, ela me pergunta sobre meu aniversário...Não sei, tudo pode acontecer, dia 19 será outro dia.
No Gramophone : ´´Bitter Sweet Symphony``, The Verve.
Comentando os comentários:
Clarinha: (1) É realmente é muito tumultuada, e muita história, mas era como eu gostava...(2) Na Domingos, morei no Camões...(3) Estou sem tempo, e quando entro você está off.
DO: Não perca uma outra oportunidade de conhecê-lo melhor.
Teti: (1) Morei exatamente, na esquina com a Figueiredo...(2) Essa é a imensa tristeza que domina as grandes cidades e bairros do Brasil, não só com Copacabana.
Karen: (1) Seja bem-vinda!...(2) Só não consigo linkar você, até mudei lá dentro mas não aparece na tela, não sei o que fazer, mas te visitarei sempre.
Drica: Já foi muito agradável nessa época que vivi, acho que não ta tão assim mais.
Ana: (1) É talvez por ter sido já como adulta, a época adolescente tem toda uma mágica...(2) Sábado tem mais, que seja uma vitória.
Rafa: (1) Se você morasse lá, entenderia melhor ainda, mais que nas férias...(2) As ´´viradas`` dos anos sempre foram mágicas mesmo...(3) É uma pena que ocorra isso.
Morcego: (1) Berço de tudo...(2) Mas na é de agora essa mudança, lembro que já no inicio da década de 70 alguns conhecidos já saiam do bairro, naquela é poça a Barra era só matagal...(3) Sempre princesinha, mas não vale morder o pescoço dela, valeu?.
Shê: (1) Que pena não conhecer...(2) Três Rios é ótimo!
Simone: (1) Obrigado!...(2) Eu sei, sempre estarei lá, pra tomar o bom café com pão de queijo da dona baratinha.
Liliane:(1) Hoje, também, estou mais pra calmaria, igual a cidade que moro atualmente, Maceió...(2)Essa é a parte ruim, mas o jeito bom de lidar com fofoca é não ligar, viver a sua vida...(3) Saudade da Gilda fofinha.
Canceriana: (1) Forrest Gump? Essa foi boa...(2) Vá lá dar um passeio.
Carol: (1) Comigo você sabe que pode contar...(2) Morei lá 18 anos da minha vida...(3) A violência parece generalizada, infelizmente...(3) Quando eu voltar a morar lá, já está convidada.
Gi: (1) É, isso é coisa nossa mesmo, e melhor ainda quando se vive...(2) Ficou ótimo tudo lá na sua casa...(3) Não há de quê.
Lulu: (1) O Rio é lindo, e Copacabana mavilhosa...(2) Morei lá nas décadas de 60, 70, e 80...(3) Mas, pelo menos aproveite, vá a São João.
Flôr: (1) Obrigado, querida...(2) É, eu sei, e guardo tudo com imenso carinho...(3) Ninguém roubará nossa memória
Escrito por Sergio Nasto,
às 23:49
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